Rumo aos R$ 180 milhões, rede de açaí aposta na Europa: ‘Queremos mostrar a potência do Brasil’

Estamos chegando ao Chile com o pé na porta. E isso muda a forma como eu encaro o próximo ciclo de crescimento global no JAH, Açaí, Sorvetes e Picolés. Com...

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Equipe JAH

Estamos chegando ao Chile com o pé na porta. E isso muda a forma como eu encaro o próximo ciclo de crescimento global no JAH, Açaí, Sorvetes e Picolés.

Com três operações ativas no mercado chileno, incluindo presenças estratégicas no Costanera Center e na Estação Central, em Santiago, e com a meta de encerrar o ano com cinco unidades no país, estamos acelerando com solidez para sustentar a nossa projeção de faturamento de R$ 210 milhões em 2026 e mais de 200 unidades ativas na rede.

Celebrar estes marcos é gratificante, mas o que verdadeiramente me move nesta trajetória é a tese operacional que sustenta cada inauguração.

Não estamos simplesmente exportando açaí ou sorvete. Estamos levando para o mercado internacional um modelo de negócio testado, replicável e rentável que nasceu em Conselheiro Lafaiete (MG), fruto da visão do fundador do JAH, Diego Dutra, que começou com R$ 9 mil economizados e uma disciplina implacável de execução.

E a nossa ideia é conseguir apresentar para os consumidores que o Brasil detém uma riqueza inestimável em cultura, ingredientes e biodiversidade que o mercado ainda subaproveita globalmente. A Amazônia e o açaí são a prova viva disso. Quando um cliente entra em uma de nossas lojas em Santiago, Lisboa ou Berlim e, em breve, em França e Espanha, onde já temos contratos formalizados, não está apenas consumindo um produto de excelência. Está experienciando o resultado de uma cadeia rastreável que respeita a origem e entrega valor direto na ponta.

Internacionalização não é glamour de viagem corporativa. Exige desenho de processos em cascata, conformidade regulatória rigorosa, logística pesada e capacidade analítica para compreender um comportamento de consumo distinto. A nossa equipe de expansão, liderada por Pedro Rossi, tem conduzido essa frente com precisão cirúrgica para assegurar um crescimento sustentável.

No Chile, a estratégia combinou a abertura de unidades com o modelo store-in-store em parceria com grupos locais conceituados, como a rede Coppelia. Esta abordagem viabiliza a ocupação de zonas de alto fluxo, reduz o capex de entrada e acelera a validação da marca junto do público local.

Em vez de nos limitarmos a despachar a fruta em contêineres para indústrias estrangeiras agregarem valor e capturarem a margem lá fora, estamos exportando a nossa própria tecnologia de autoatendimento, a força da nossa marca e a jornada completa do cliente. Esse movimento prova na prática a sofisticação, a maturidade e a capacidade de adaptação do varejo brasileiro para competir e vencer em qualquer lugar do mundo.

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